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Nota Fiscal de Importação: como emitir no vhsys

Artigo atualizado em: 13 maio 2026

Trazer produtos de fora para revender no Brasil é um grande passo para o seu negócio. Usar um ERP para pequenas empresas automatiza esse processo e pode reduzir erros manuais, garantindo que sua empresa esteja em dia com a Receita Federal.

Neste artigo você vai aprender:

  1. Como acessar a tela de notas de importação

  2. Preenchendo os dados principais

  3. Informações do Produto e Guia Importação

1. Como acessar a tela de notas de importação

Para começar o processo, siga o caminho:

  1. Acesse o menu “Vendas” no seu vhsys.

  2. Clicar em “Nota fiscal”.

  3. Escolha a nota fiscal ou clique em “Adicionar nota fiscal”.

Importante

Sabia que você não precisa preencher tudo manualmente? Peça o arquivo XML da nota de importação ao seu despachante e suba direto no sistema. Depois, é só emitir e pronto. Menos digitação, mais agilidade para o seu dia.

2. Preenchendo os dados principais

Emitir uma nota de importação é quase igual a uma NF-e comum. Se for sua primeira vez ou se quiser revisar o básico, confira nosso guia de Nota Fiscal Eletrônica.

Agora, vamos ver as particularidades da nota fiscal de importação.

  • Natureza de Operação de importação: ao iniciar sua nota, selecione uma Natureza de Operação configurada para importação (aquelas que utilizam o CFOP iniciado pelo número 3). Assim que você escolhe essa operação, o vhsys altera o tipo da nota para “Importação” de forma inteligente. Se você tiver alguma dúvida sobre a Natureza de operação ou CFOP corretos para essa operação, verifique com o seu contador.

  • Cliente: selecione o cliente estrangeiro já cadastrado. Se ainda não cadastrou, você pode fazer isso rapidamente colocando o endereço do exterior. Caso queira saber mais sobre o cadastro, acesse o nosso artigo sobre como cadastrar um cliente.

3. Informações do Produto e Guia Importação

Aqui você vai detalhar as informações dos produtos que serão importados.

Vamos entender cada parte da aba de importação:

  1. Base II: é o valor total da mercadoria que serve como ponto de partida para calcular o imposto.

  2. Despesas aduaneiras: são os custos extras que você teve no porto ou aeroporto, como taxas de armazenamento ou manuseio.

  3. Valor IOF: é o imposto sobre operações financeiras, aplicado quando há troca de moeda para o pagamento da mercadoria.

  4. Valor II: é o valor final do Imposto de Importação que será pago ao governo.

  1. Número da DI: funciona como o "RG" da sua importação; é o código único gerado pelo sistema do governo (Siscomex). Ao preencher esse campo, a maioria dos campos serão preenchidos.

  2. Data registro: é o dia oficial em que você informou ao governo que a mercadoria chegou e a documentação foi entregue.

  3. Cód. exportador: é a identificação de quem vendeu o produto para você lá fora. 

    • Alfanumérico: geralmente começa com as duas letras do país de origem (ex: US1234567890 para os Estados Unidos).

    • Numérico: em alguns casos, o código será composto apenas por números. Isso acontece porque ele reflete o registro do exportador dentro do sistema do Siscomex.

Independentemente do formato que aparecer na sua guia, basta copiar o código exatamente como ele está na sua DI e colar no campo correspondente do sistema. Isso garante que sua nota fiscal de entrada seja emitida sem erros de validação!

  1. UF desembaraço: é o estado brasileiro onde a sua mercadoria foi conferida e liberada pela alfândega.

  2. Data desembaraço: indica o dia exato em que a mercadoria foi liberada para seguir viagem até a sua empresa.

  3. Local: informa o ponto específico onde a carga foi liberada, como um porto ou aeroporto específico.

  4. Via de transporte: define como os produtos chegaram ao Brasil, podendo ser por navio, avião ou caminhão.

  5. Forma de importação: esclarece se você comprou por conta própria ou se utilizou algum intermediário no processo.

  6. Valor da AFRMM: é uma taxa específica para renovar a Marinha Mercante, usada exclusivamente em transportes por mar.

  1. Número: identifica a ordem de cada grupo de produtos dentro da sua Declaração de Importação.

  2. Cód. fabricante: é o código que identifica quem realmente produziu o item no exterior. Em casos onde não foi informado na guia da DI pode ser preenchido com o mesmo número do Cód. exportador.

  3. Desconto: informa qualquer redução de preço que você tenha recebido na negociação dessa mercadoria.

  4. Drawback: campo usado caso você tenha um benefício fiscal que suspende ou isenta impostos para produtos que serão exportados depois.

Apos preencher as “Adições”, clique em “Incluir” e depois em “Salvar”.

Com sua nota devidamente configurada para importação, o passo principal está concluído. Caso você precise de ajuda para preencher detalhes que não mudam (como informações gerais de pagamento), basta consultar o nosso manual completo sobre nota fiscal.

Como gerenciar e emitir uma Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)